
A córnea é a estrutura mais anterior do globo
ocular e por ser transparente desempenha duas funções principais:
- proteger as demais estruturas intraoculares
e deixar passar as imagens até o seu destino final, a retina. Desta
forma, para entender melhor a função da córnea, comparamos
a mesma com um vidro de relógio: - tem que ser resistente para proteger
as outras estuturas do relógio e, também, ser transparente para
que possamos ver as horas.
Se por alguma razão a córnea perder sua transparência,
tornando-se opaca, o paciente não terá uma visão nítida,
inclusive, podendo chegar a cegueira.



Cirurgia
O transplante de córnea é realizado com anestesia local, sob
sedação, num procedimento indolor e sem necessidade de internação
hospitalar. Examinando através de um microscópio cirúrgico,
o oftalmologista faz a medida do olho para definir a área exata para
o transplante de córnea. A córnea doente é cuidadosamente
retirada através de uma incisão circular. Caso seja necessário
algum procedimento complementar, como remoção de uma catarata,
o mesmo é realizado previamente. Concluído os procedimentos
anteriores, a córnea saudável é colocada no local e fixada
através de suturas.
Pós-operatório
Após a cirurgia e uma breve permanência no centro de repouso
clínico, o paciente poderá ir para casa. Um exame será
agendado automaticamente para o dia seguinte.
Algumas rotinas e cuidados
deverão ser adotados:
• Usar colírios de acordo a prescrição do médico;
• Evitar de esfregar ou pressionar o olho operado;
• Usar de forma moderada medicamento analgésico, se necessário;
• Dar continuidade as atividades normais do dia dia, a excessão
de exercícios;
• Usar óculos ou manter o curativo, de acordo o aconselhamento
médico;
• Perguntar ao médico antes de começar a dirigir.
Caberá ao oftalmologista indicar a ocasião para a retirada das
suturas. A retirada dependerá da saúde do olho e do índice
de cicatrização alcançado.
Situação do Banco de Olhos no Brasil
Atualmente, estão ocorrendo grandes mudanças na legislação
que estabelece as regras para a captação, distribuição
e importação de córneas para transplante. Em cada estado
brasileiro existem peculiaridades. Praticamente cada um dos estados brasileiros
está criando as C.N.C.D.O. (Centrais de Notificação,
Capacitação e Distribuição de Órgãos),
que serão responsáveis pela distribuição de todos
os órgãos e tecidos, incluindo córneas. Todos os pacientes
deverão ser cadastrados na lista de espera e somente uma vez.
Importação de Córneas
A portaria No. 937, publicada no Diário Oficial de 22/07/99, permite
a importação de tecidos,
incluindo córneas, desde que sejam cumpridas algumas regras básicas:
• O tecido deve vir em nome do paciente determinado;
• Este paciente deve estar cadastrado na lista da C.N.C.D.O. local.